quinta-feira, 7 de abril de 2011

Antirreprovação versus imposição de limites

   Em busca de um melhor ensino no Brasil, o Ministério da Educação recomenda que as escolas - públicas e particulares - deixem de reprovar os alunos que cursam até a terceira séria do ensino fundamental. Porém, tal alerta tem gerado discussões.
   Adotado em países desenvolvidos como Japão e França, o sistema antirreprovação se mostrou um sucesso. A grande dúvida é se isso funcionaria no Brasil, ou seja, se ao invés de motivar os alunos, a não reprovação cause um certo comodismo por parte dos estudantes, visto que as virtudes do povo brasileiro são um tanto quanto distorcidas se comparadas às dos japoneses.
   Segundo o especialista João Batista Oliveira : "Não basta banir a reprovação, é preciso dar condições reais para a criança avançar." Sendo assim, pode-se concluir que as escolas nacionais - principalmente as públicas - não dispõe de uma estrutura que permita o fim da reprovação. e que isso prejudicaria a formação da criança.
   A fase escolar, que seria afetada com a nova decisão do MEC corresponde à fase de formação do indivíduo no mérito do caráter e da personalidade, se desafios não forem impostos, as crianças se acostumarão com o mínimo esforço, o que as prejudicará no futuro. Por outro lado, algumas instituições de ensino são extremamente severas na questão da repetência, não dando condições de recuperação, por exemplo.
   Como afirma o economista Claudio Moura: "A reprovação deve ser uma ferramenta para casos extremos (...)" , ou seja, no âmbito nacional, a reprovação ainda é um mal-necessário, porém o aluno deve ser avaliado criteriosamente antes de ficar retido em determinada série.

Danilo Sansão Ribeiro 

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