sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Identidade Utópica

  Oriunda da razão adquirida pelo homo sapiens, a língua é mais do que uma ferramenta de comunicação, ela é um dos fatores que nos retira da condição de meros animais. Além disso, ela é que revela a identidade cultural dos povos, sua deterioração seria uma forma de desrespeito àqueles que lutaram por ela, como foi o caso da história de Policarpo Quaresma , personagem de Lima Barreto.
  Nos últimos dias, foram vivenciados embates acerca da aceitação da língua falada como formal, o que, à priori, parece não passar de uma jogada política que colocaria a educação nacional num utópico patamar mais alto, já que segundo o gramático Evanildo Bechara, a língua falada não deve ser ignorada, mas a língua culta é que consegue traduzir as palavras daqueles que escrevem no mundo literário e filosófico.
  Juntamente a Bechara, Paulo Freire, em defesa da norma culta, diz: “Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.” Dessa forma, conclui-se que a  língua falada mostra-se extremamente funcional numa conversação, o grande problema é que na escrita ela deixa a desejar, é na formalidade que se encontra a imparcialidade na narrativa dos fatos.
  A distribuição do volume “Por uma vida melhor” da coleção Viver tem caráter maquiavélico, ou seja, essa decisão coloca os interesses políticos acima da educação nacional para que o Brasil demonstre uma realidade distorcida aos estrangeiros.
Para deixarmos nossa condição precária no mérito educacional, deve-se investir em educação, pois uma desevolução da língua nacional nos traria apenas a perda da identidade cultural brasileira e uma realidade utópica na questão pedagógica do país. 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Um incessante individualismo

  "Non dvcor, dvco" - Não sou conduzido, conduzo.- A a frase que está nas laterais dos ônibus de toda a rede pública da capital paulista é de grande valor no mérito da superação, mesmo tendo seu significado cpnhecido por uma minoria. Em outras palavras, a frase diz que não se deve ceder ás pressões de terceiros frente ás adversidades.
  Casos de pessoas que passaram por grandes dificuldades e, após superá-las, ganharam grande repercussão na mídia são corriqueiros. Mas será que apenas casos como o de Cristopher Tronco -  nadador paraolímpico - devem ser exaltados? Segundo Nietzsche, "A vida é um movimento contínuo de autossuperação.", dessa forma, casos de menor escala também devem ser apontados como superação, derrotando o errôneo sentido que a palavra adiquiriu devido á apelações dos meios de comunicação.
  O tema abordado no filme "Meu mestre, minha vida" trata de uma missão profissional dada a Joe Clark para fazer com que os alunos da instituição de ensino Eastside fossem aprovadas no teste de aptidão aplicado pelo governo. Casos como o do protagonista da obra cinematográfica não são valorizados como os episódios de atletas que se recuperam de graves lesões, o que mostra como a maioria das sociedades humanas estão degradadas pelo individualismo, o qual só não se mostra inextricável com casos extremos, onde interesses econômicos tem papel fundamental na dramatização dos fatos.
  As gerações X e Y demonstram uma vunerabilidade maior à desistência se comparadas às gerações anteriores, fato que decorre de uma repressão daqueles que necessitam atenção especial, um fato atual que pode ilustrar essa realidade é o aumento dos casos de bullying entre crianças cada vez mais jovens. Sendo assim, cada vez mais os casos de menor escala - que por isso vendem menos - cairão no ostracismo.
  Então, como reagir frente às adversidades? Todo e qualquer problema deve ser superado e ter atenção da sociedade, a qual - em sua maioria - parece desvalorizar o próximo, alimentando assim, um incessante individualismo, que a distancia cada vez mais da "Calípolis" - cidade perfeita de Platão- ou do "Bem Comum", proposto por Sócrates.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Raízes Obscuras

  Na atualidade, têm-se verificado cada vez mais casos de bullying entre crianças e jovens - principalmente menores de idade-, ou seja, atitudes agressivas, intencionais e repetitivas têm assombrado e traumatizado um número crescente de estudantes. A grande dúvida é se os praticantes devem ser criminalizados ou não, mesmo sendo menores de idade.
  A teoria da Tábula Rasa, criada por John Locke, profere,ainda que metafóricamente, que todos os seres humanos nascem com uma folha em branco nas mãos, e que ela é preenchida com influencia do meio ao qual o indivíduo pertence, com isso, o filósofo queria dizer que todas as nossas atitudes são decorrentes do meio no qual estamos inseridos. A teoria que tange o Determinismo do século XIX coloca o problema na sociedade e não no indivíduo que causa dor e sofrimento a terceiros.
  Em contrapartida a John Locke, Freud acredita que seres violentos sofrem de uma disfunção no lobo frontal do cérebro, dessa forma, a punição, assim como uma melhoria na sociedade, não seriam a solução. O problema só seria "curado" com medicações e sessões psiquiátricas.
  Muitos acreditam que o bullying e o cyberbullying são enraizados nas escolas, mas, de acordo com a teoria de Freud, a única solução que as escolas poderiam oferecer seria um psiquiatra para analisar as crianças e identificar a origem do problema, ou seja, os opressores. Algo que é inviável visto que as escolas públicas do país não dispõe nem de carteiras para todos os alunos.
  Dessa forma, verifica-se que o bulliyng é um problema que não pode ser resolvido pela criminalização de seus praticantes. A disfunção cerebral deve ser tratada por meio de medicações e psiquiatria, ou seja,  algo que está além das desestruturadas escolas públicas nacionais. A solução seria descobrir quais alunos oprimem os demais, para depois afastá-los e tratá-los. Como Sun Tzu diz em "A arte da Guerra": "Deve conhecer todos os artifícios de seu inimigo antes de atacá-lo(...)".

Danilo Sansão Ribeiro

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Antirreprovação versus imposição de limites

   Em busca de um melhor ensino no Brasil, o Ministério da Educação recomenda que as escolas - públicas e particulares - deixem de reprovar os alunos que cursam até a terceira séria do ensino fundamental. Porém, tal alerta tem gerado discussões.
   Adotado em países desenvolvidos como Japão e França, o sistema antirreprovação se mostrou um sucesso. A grande dúvida é se isso funcionaria no Brasil, ou seja, se ao invés de motivar os alunos, a não reprovação cause um certo comodismo por parte dos estudantes, visto que as virtudes do povo brasileiro são um tanto quanto distorcidas se comparadas às dos japoneses.
   Segundo o especialista João Batista Oliveira : "Não basta banir a reprovação, é preciso dar condições reais para a criança avançar." Sendo assim, pode-se concluir que as escolas nacionais - principalmente as públicas - não dispõe de uma estrutura que permita o fim da reprovação. e que isso prejudicaria a formação da criança.
   A fase escolar, que seria afetada com a nova decisão do MEC corresponde à fase de formação do indivíduo no mérito do caráter e da personalidade, se desafios não forem impostos, as crianças se acostumarão com o mínimo esforço, o que as prejudicará no futuro. Por outro lado, algumas instituições de ensino são extremamente severas na questão da repetência, não dando condições de recuperação, por exemplo.
   Como afirma o economista Claudio Moura: "A reprovação deve ser uma ferramenta para casos extremos (...)" , ou seja, no âmbito nacional, a reprovação ainda é um mal-necessário, porém o aluno deve ser avaliado criteriosamente antes de ficar retido em determinada série.

Danilo Sansão Ribeiro 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A crise da geração Y

     Na atualidade, registram-se cada vez mais casos de jovens envolvidos em escândalos, como: agressões, atitudes preconceituosas, envolvimento com drogas, entre outros. Tais atitudes trazem à tona perguntas que supõe a falta de algo na vida dos jovens ou até uma crise deste segmento social.
     Essa suposta falta pode ser oriunda do padrão de mundo em que vivemos, ou seja, uma sociedade estereotipada e preconceituosa que, muitas vezes, traz o sentimento de vazio principalmente na camada jovem da comunidade. Hoje, o jovem faz de tudo para alcançar aquilo que é necessário para se ser aceito, além de sentir falta da liberdade de expressão de sua personalidade.
    Um dos temas mais esgrimidos sobre a juventude é uma possível crise, pois parece que as gerações Y e Z ainda não encontraram a essência da felicidade, e por isso, tentam buscar tal sentimento através das drogas.
    Outra possível causa dessa marginalização da juventude pode ser a precoce aquisição de direitos que antes privilegiavam uma camada mais madura, hoje em dia é mais fácil se sentir adulto do que antigamente.
    Um bom retrato dessa geração é o filme "Laranja Mecânica", no qual o protagonista Alex é um garoto pervertido e violento que é submetido à um tratamento de choque. A obra feita num período pós terceira Revolução Industrial nos mostra que ainda não há uma solução definitiva para essa crise da juventude.
    Conclui-se, então, que a juventude contemporânea vive uma crise baseada na falta de valores necessários para se conquistar a aceitação perante a camada composta por ela própria. Certifica-se, também que uma possível solução para essa marginalização seja a imposição de superiores aos jovens.

Danilo Sansão Ribeiro.

A cura

  O filme “Laranja Mecânica” criado num período pós Revolução industrial por Stanley Kubrick narra a história de Alex, um jovem com costumes ultraviolentos, que aterroriza a região onde vive, atitudes que contrariam o ideal da “Cidade Perfeita” - Calípolis - proposta por Platão em sua obra “A República”. A dúvida está em como solucionar o problema da violência.                                                                                                    
   Atos violentos são caracterizados como uma forma de constrangimento físico e moral exercido sobre terceiros. Tais atitudes vão contra o ideal de Platão, que proferia que a cidade ideal como uma sociedade perfeita, onde todos agiam pensando no bem da comunidade.                                                                                                                          
   Segundo Platão:” O homem é dividido em corpo e alma. O corpo é a matéria e a alma é o imaterial e o divino que o homem possuía. Enquanto o corpo está em constante mudança de aparência, a alma não muda nunca.” Ou seja, pessoas que agem contra o ideal da “sociedade perfeita” jamais mudarão.                                                                              
   Certifica-se, também, que pessoas com caráter violento sofrem de um distúrbio cerebral, sendo assim, o tratamento de choque ao qual o protagonista de “Laranja Mecânica” é submetido, não é eficaz, tal disfunção deve ser tratada com medicações, e não com traumatismos psicológicos ao criminoso.                                                                          
    Ainda na obra cinematográfica, verifica-se uma certa influência exercida por Alex perante seus amigos, que são contaminados pela maldade e tomados pelo ódio, em contrapartida com Platão, Freud afirma: “Os homens não são criaturas gentis que desejam ser amadas e que, no máximo, podem defender-se quando atacadas”, com isso, a violência pode ser encarada como algo natural, ou até mesmo cultural dos seres humanos, porém ele cita a violência como uma autodefesa.                                                                  
   A violência exercida por Alexander, mesmo que encarada como algo natural, não é justificável, pois suas atitudes não visavam o bem da sociedade e nem uma autodefesa, sendo assim, o protagonista de “Laranja Mecânica” deveria ser “curado” de seu distúrbio cerebral, mas não com um tratamento traumatizante e pouco efetivo como é o de choque, e sim com medicações e sessões psiquiátricas.  

Danilo Sansão Ribeiro.

Loucura e genialidade

Considerado como uma derivação do facismo, o Nazismo incluía em seus segmentos um exacerbado racismo. Os anti-semitas que carregavam a suástica em suas fardas iam contra todas as raças que não iam de acordo com o ideal imposto por Hitler no “Mein Kampf” – a “Bíblia” nazista, cuja foi escrita no período em que Hitler esteve prisão -.                                                  
No “Darwinismo social”, acredita-se que as sociedades evoluem através da competição e do conflito, ou seja, Adolph Hitler almejava uma evolução forçada, onde os arianos – superiores - atingissem um patamar acima dos demais.                                                       
 Na teoria da “Tabula Rasa”, John Locke profere, metaforicamente, que todos nascemos com uma folha de sulfite em branco nas mãos, e que ela é preenchida ao longo da vida, sendo assim, os seres humanos são todos iguais, independentemente da raça que os engloba.                                                                                                                                                                                 
Algo muito esgrimido é como um regime tão violento pode alcançar proporções tão significativas. Marshall Mcluhan afirma que os meios de comunicação são extensões do homem, e que eles são a causa das estruturas sócias. Visto que Hitler utilizava muito dos meios de comunicação para propagar seus ideais, pode-se concluir que o controle de massa exercido por Hitler contava com muitos estudos ao redor da comunicação nos bastidores.
Apesar de ser considerado por muitos como louco, Adolph Hitler mostrou ter conhecimento o suficiente na área da comunicação para atingir uma escala mundial com o nazismo, além disso, certifica-se que segundo John Locke, Hitler subestimou todas as raças exceto a ariana, ou seja, com a estereotipação, ele determinou que os arianos eram mais capazes do que os demais.


Danilo Sansão Ribeiro.

O ritmo da sociedade

     O “rock n roll” é um estilo musical que nos transparece a situação – principalmente dos jovens – que o mundo encara. O estilo musical originado essencialmente do blues influenciou as pessoas na forma de se, vestir, falar e até mesmo de agir. Com ritmos envolventes, as bandas de “rock n roll” como Elvis Presley e The Beatles subiram ao topo das paradas de sucesso em pouco tempo, ou seja, a sociedade estava abandonando seus costumes para seguir aquilo que era imposto pelo novo estilo musical que surgira.
     Como afirma Arthur Shopennhauer: “A música é um exercício de metafísica inconsciente, no qual o espírito não sabe que está a fazer filosofia”, a música rege a sociedade, e influencia muito na forma de pensar do indivíduo, é dela que surgem os questionamentos sociais.
     Uma alusão histórica que pode ilustrar tal pensamento é a situação vivida pela Inglaterra na década de 60 – período pós Segunda Guerra Mundial – foi neste período que os Beatles foram lançados, o que mostrava que a população apesar de estar arcando com os prejuízos da guerra, estavam felizes com a vitória conquistada ao lado da União Soviética. Já em meados da década de 70, a Inglaterra contou com a crítica social dos Sex Pistols, que atacavam a submissão à Coroa Inglesa, sendo assim, o movimento punk se alastrou pelo país caracterizando uma sociedade rebelde e descontente com o sistema.
     Todas as vertentes do “rock n roll” têm um caráter revolucionário no âmbito social, o estilo sempre tenta se impor perante o governo, religião entre outros segmentos sociais atingindo seu público ouvinte, tentando assim, tornar-se inerente à sociedade. Pois, segundo John Dewey, só assim um indivíduo passa a ser um conceito significante na sociedade.
     O “rock n roll” é o estilo mais ouvido de todos porque ele faz com que as pessoas reflitam sobre sua condição como parte de uma sociedade, essa eficaz ferramenta rítmica faz com que as mudanças nasçam. O “rock n roll”, além de ser um exercício mental ao ser ouvido faz com que a participação individual na sociedade seja mais fácil e ativa.


Danilo Sansão Ribeiro.